sábado, 23 de junho de 2007

Vivendo e interneteando

Sempre fui entusiasta de novas tecnologias e bugigangas eletrônicas, e ainda me lembro do meu primeiro contato com a Internet, no ano de 1996 aos meus doze anos de idade. Recordo-me com precisão do momento em que o fax-modem começou a fazer aqueles rugidos estranhos e me assustei, mas assim que consegui estabelecer a conexão a incríveis 14.400 bps, aquilo foi extasiante, fiquei perplexo diante daquele novo mundo que se abria aos meus olhos e a minha mente. Foi uma experiência incrível conversar com estranhos tão distantes nas mais diversas salas de bate-papo e elaborar trabalhos escolares sem ter que ir à biblioteca!

Mas hoje usar a Internet tornou-se muito mais do que um hobby, como era freqüente no auge da mesma enquanto apenas em versão “discada”, liberada para uso sem culpa apenas a partir da meia-noite ou aos finais de semana. Hoje, com o desenvolvimento da tecnologia e a expansão das chamadas “bandas largas” o uso da Internet tornou-se uma ferramenta de trabalho indispensável, pois através dela tenho acesso a uma gama infinita de informações para preparo de aulas, envio de provas e textos (como este que vos escrevo), orientação do mestrado e levantamentos bibliográficos. Mas o meu uso da Internet não se restringe a trabalho, pois nas poucas horas vagas que tenho, sou viciado em leitura de blogs humorísticos e portais de notícias, procuro novas informações sobre o cotidiano e assuntos diversos incessantemente. Claro que também acesso os tais “sites de relacionamento” como o ultra-famoso “Orkut”, que pra mim é um ótimo meio de comunicação com meus alunos e amigos que há tempos não vejo.

Com todo este uso e aplicação, a Internet é absolutamente indispensável à minha vida, e posso dizer que no meu caso ela já ocupou a vaga da TV e veio para ficar. E por falar em TV, esta pra mim tem perdido literalmente espaço para a Internet, pois como um pobre assalariado que sou não tenho acesso às TV’s via satélite ou a cabo, e não teria como apreciar meus seriados estadunidenses favoritos (Lost e Prison Break), mas a Internet nos salva, pois graças a ela posso assistir os episódios com poucas horas de atraso em relação ao público estadunidense (isso não é demais?!) ou quando eu bem entender. Mas isto não é tudo, como deixar de falar das nossas queridas Mp3? Pois é, sou totalmente adepto ao Mp3, baixo vários e vários CD’s via Internet e ouço-os com tranqüilidade no conforto do meu lar (ou do carro!). Isto seria uma apologia à infração das leis de direitos autorais? No meu discernimento não! É apenas um manifesto contra a exploração da população (onde já se viu CD’s a mais de R$30,00 ???) e por quê não do próprio artista, que é refém das grandes gravadoras.

Percebe-se o quão apaixonado sou por ela, que me completa, me ajuda, me orienta, me diverte, me comunica e me abre oportunidades de sair da grande mídia tradicional e me permite embarcar em um subterfúgio alternativo midiático de informação, cultura e diversão.

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