Em época de Copa do Mundo sempre aparecem os críticos do evento, dizendo que o futebol tira a atenção dos "acontecimentos de Brasília" e que todo mundo se esquece dos problemas do país. Pois bem, de fato o futebol em época de Copa do Mundo é supradimensionado, todos os meios de comunicação se voltam para cobertura do tal evento, as conversas de botequins giram em torno de futebol, os blogs, enfim... não deixa de ser um ópio para o povo. Mas aí caros amigos, lhes pergunto: e o Big Brother Brasil, não é também mais um opiáceo para o povo? Enquanto a Copa do Mundo ocorre de quatro em quatro anos, o dito BBB vem todo início de ano, com uma outra diferença: ele dura três meses e a Copa do Mundo apenas 1.
O BBB é capaz de mobilizar milhões de telespectadores, que torcem, choram, brigam para que um concorrente que eles nunca viram nem nunca verão ganhe o prêmio de R$1.000.000,00, e tudo isso para quê? Para criarmos mais uma pseudo-celebridade, como outras postas por aí pelo tal BBB, que acabam sendo cultuadas pelo povo pelo seu... sua...ahnnn... sabe-se lá pelo quê são cultuados, porque essas pseudo-celebridades tentam criar e desenvolver "talentos" que sabidamente por todos eles não possuem, como um tal de Kléber Bam-Bam (primeiro ganhador do programa) que acha que canta (meu Deus protegei os nossos ouvidos!), como uma tal "Grazi" que a colocaram como grande revelação, uma nova atriz... peloamordedeus, ela é péssima! Um último aspecto a considerar sobre o BBB, é como ele consegue ocupar tanto espaço em programas de outras emissoras, que dedicam horas sobre o debate do que está acontecendo na "casa do BBB". O apresentador e seus convidados (ex-BBB's tentando sair da sombra de serem ex-BBB's e atingirem o estrelato) debatem se o fulano ficou bravo com ciclano, se a mocinha bonita deve namorar o feinho e por aí vai.
Esse é o BBB - Bundas e Burros do Brasil, que invade nossas casas todo início de ano, com mulheres e homens de corpos sarados (por que não colocam um gordinho???), personalidades e estereótipos repetititvos (em todos os programas sempre há o bonzinho, a bonitona burra, o cruel, os neutros e o casal), um festival de exibição e é claro o Pedro Bial!
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3 comentários:
Bom, depende do ponto de vista. O Pedro Bial, por exemplo, os comparou a cientistas sociais. Além disso, aquela loira caipira falou que o BBB a ajudou a perder a vergonha e seguir no sonho (sic) de ser atriz.
Fama e vontade de se aparecer, tá aí a receita para se virar ator hoje em dia. Mas enfim, para ser ator/atriz em novelas globais não precisa muito além de um corpo photoshópico, novela não foi feita para pensar não é mesmo? A Fernanda Lima, com toda sua expressão, conseguiu...
Mas como diria o Renan, tem coisa pior. Por exemplo, os caça-níqueis "menor preço único" ou "responda perguntas e ganhe uma conversa com o apresentador", o espectador engorda o bolso deles em troco da moderníssima (sic) interatividade (sic). Tem também os ressuscitados "namoros na TV", os canais (alguma coisa)shop com os apresentadores "compre, compre, compre". A TV brasileira é de dar inveja.
Depois reclamam que a qualidade está caindo. Apenas 5% da audiência total do país diz respeito às TV's educativas. Qualidade tem, quem não sabe distinguir e/ou não tem acesso é a população.
Olha Paulo, concordo com sua posição, mas a questão é um pouco mais ampla, chegando no por que devemos aceitar tudo isso? Novela pode ser feita pra pensar sim (não sei se vai dar audiência) basta ter vontade!
O BBB só contempla a gama de opiáceos distribuidos a população durante todo o ano pela TV.
Karl Marx certa vez afirmou que a religião é o ópio do povo. E será que o nosso "querido" BBB não pode ser tratado de maneira semelhante.
Analise da seguinte maneira.
Temos 3 cultos semnais: O dos indicados ao fogo do inferno (paredão)o culto de expulsão do demônio (saída da casa)e o culto dos escolhidos (líder e anjo).
Temos uma pessoa que serve de mediadora e fala, fala, fala,... mas não diz nada,só enrola.
E o pior de tudo assim como muitas religiões (peço desculpas pela forte opinião nesse ponto)o BBB cria um estado de alienação e de conformismo. As pessoas aceitam sua existência como algo natural e até mesmo necessária.
O povobrasileiro é muito trabalhador, esforçado e, na maioria dos casos, com bom caráter. O problema é deixar-se alienar e até mesmo ansiar para que isso comece.Não podemos mais dar a desculpa "puxa vida, eu trabalho o dia inteiro, eu preciso relaxar de alguma forma". Dá pra relaxar e pensar ao mesmo tempo. Lembre-se de que quanto mais se usao cérebro mais ele cresce.
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